sábado, 27 de abril de 2013

O que se Espera de um Político...

A verdade é que quando faz campanha, o político promete o que pode e o que não pode ser feito. Este é o caso da maioria dos candidatos, frustrando os seus eleitores depois de eleitos.
O Brasil terá eleições municipais no ano que vem. Serão eleitos prefeitos e vereadores em todo o país. Conforme tenho visto, a briga é muito grande, não somente nas grandes capitais como também nas pequenas cidades. Aqui no Litoral Norte a situação não é diferente e teremos muitos candidatos “idealistas” na disputa de cargos. Aliás, nesta época, o que não falta é “idealismo”, podendo também ser chamado de oportunismo. Muitos entram na política com o objetivo de ficar ricos. De um modo ou de outro, quase todos conseguem.
Segundo pesquisa feita no estado do Rio de Janeiro, normalmente, cerca de 20% dos candidatos respondem a processos por crimes de homicídio, tráfico de drogas e assalto, sem contar com os chamados delitos de “menor” gravidade, tais como o estelionato e outros. Em São Paulo, este percentual cai para 7%. Não significa, entretanto que, em nosso estado, a situação seja melhor, haja vista o maior número de candidatos que concorrem às eleições. A realidade é que a quase totalidade dos candidatos processados criminalmente não costuma se preocupar com esse “pequeno detalhe”. O próprio eleitor parece que não dá grande importância ao fato deste ou daquele candidato “ter ficha suja” e estar em dívida com a Justiça.
Do modo como a nossa Justiça é vista pelo povo, com quase total descrédito, o fato de o candidato estar respondendo a processo e muitas vezes até já ter sido condenado em Primeira Instância, inclusive por improbidade, não respeitando a lei e usando ilegalmente o dinheiro público, não pesa quase nada na escolha. É comum nas cidades menores como as nossas que basta o candidato prestar algum favor à família do eleitor, prometer um emprego futuro, ou até pagar uma determinada importância no dia das eleições, para que o voto lhe seja dado.
Parece que tudo isto se resume numa questão de caráter. Por falar nisso, ao escolher seu candidato, o eleitor precisa analisar o seu caráter, antes de votar. As promessas devem ser analisadas por último. O que vale é o caráter do candidato, independentemente do partido a que pertença. A propósito, segundo o dicionário Aurélio, caráter “é o conjunto das qualidades (boas ou más) de um indivíduo e que lhes determinam a conduta e a concepção moral”. Muitos dos candidatos talvez nem saibam qual o significado de se ter caráter.
Ainda em pesquisa realizada sobre o que seria o político ideal, grande parte dos eleitores entende que devem ser analisados, em primeiro lugar, os atributos associados à honestidade e especialmente que o candidato “tenha palavra e seja sincero”. Esses atributos relacionam-se diretamente com o seu caráter. No que se refere à exigida sinceridade, o importante é que o candidato aja de modo transparente, não deixando sem resposta eventuais acusações que lhe são feitas, respondendo-as de pronto, dando satisfação aos seus prováveis eleitores. É difícil, mas o eleitor tem de selecionar.
Também aquele que “presta esclarecimentos” dizendo que nada tem a ver com os fatos, fazendo todos de bobo, demonstra não respeitar o povo. Na política nacional, exemplo atual é o senador Renan Calheiros que, na tentativa de justificar suposto apoio financeiro de um lobista, apresentou documentos, onde a venda dos seus bois superou os maiores investimentos do país. Haja lucro!
Toda pessoa que queira passar pelo crivo de uma eleição, torna-se alvo dos rigores do julgamento popular, onde o menor deslize muitas vezes vira uma tormenta de proporções gigantescas. Por este motivo, é que não deve omitir nada do povo, senão pagará um preço muito caro.

* Luiz Tadeu de Oliveira Prado 

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