sábado, 27 de abril de 2013

"COMO VENCER A POBREZA E A DESIGUALDADE"



REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES
Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ

'PÁTRIA MADRASTA VIL'
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil  está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?

Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'

A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com  outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.

Palavras de uma filosofá judia, Ayn Rand, metade do século XX...

“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.

BRASIL!!! E A SUJEIRA NO PODER PÚBLICO...

"Não é o Tribunal que está usurpando a competência do Congresso. Eventual usurpação é do Executivo e o abuso de medidas provisórias. O foco está errado. Não é o Supremo que está ameaçando a autonomia do Legislativo, mas sim o Executivo".  Gilmar Mendes


Submeter decisões do STF ao Congresso 'fragiliza' a democracia... Joaquim Barbosa

Além da impunidade, Calandra diz que o principal problema do texto é criar uma rivalidade que não é “saudável” para a sociedade. Pela imprensa, delegados dizem que o Ministério Público quer acabar com a polícia, enquanto procuradores afirmam que a concentração de poder nas polícias será usada como barganha para pedir reajustes salariais.
“Essa PEC 37  joga uma categoria contra outra. É um atrito desnecessário. Longe de resolver qualquer problema, vai criar mais problemas e libertar pessoas que são culpadas e já foram julgadas”, diz Calandra.
O ministro Gilmar Mendes afirmou que é melhor fechar a Corte se for aprovada a proposta. "Ela é inconstitucional do começo ao fim, de Deus ao último constituinte que assinou a Constituição", disse. "Eles (congressistas) rasgaram a Constituição. Se um dia essa emenda vier a ser aprovada, é melhor que se feche o Supremo Tribunal Federal."

Isso é perversão, sujeira da grossa, Brasileiros inertes e sem noção continuum a votar nesses corruptos, e o que acontece o Brasil está a beira do abismo. Não por acaso, os mesmos crédulos acreditam que Tropa de Elite 2 é um grande filme porque denuncia “o sistema”. Que diabo de sistema é este? De ar condicionado? De freio? Sistema de alto falantes? sistema de fazer corruptos?? ACORDA BRASIL...




PEC 37, Para procuradores, promotores e juízes, concentração de inquéritos nas mãos das polícias coloca em risco as investigações...


O magistrado aponta que restringir o poder de investigação apenas às polícias causa mal-estar e problemas para investigar denúncias de irregularidades dentro do Judiciário e da própria polícia. “Nós juízes perderíamos um foro de ser investigado pelo Tribunal de Justiça e da Procuradoria, por exemplo.”
Além da impunidade, Calandra diz que o principal problema do texto é criar uma rivalidade que não é “saudável” para a sociedade. Pela imprensa, delegados dizem que o Ministério Público quer acabar com a polícia, enquanto procuradores afirmam que a concentração de poder nas polícias será usada como barganha para pedir reajustes salariais.
“Essa PEC joga uma categoria contra outra. É um atrito desnecessário. Longe de resolver qualquer problema, vai criar mais problemas e libertar pessoas que são culpadas e já foram julgadas”, diz Calandra.

O que se Espera de um Político...

A verdade é que quando faz campanha, o político promete o que pode e o que não pode ser feito. Este é o caso da maioria dos candidatos, frustrando os seus eleitores depois de eleitos.
O Brasil terá eleições municipais no ano que vem. Serão eleitos prefeitos e vereadores em todo o país. Conforme tenho visto, a briga é muito grande, não somente nas grandes capitais como também nas pequenas cidades. Aqui no Litoral Norte a situação não é diferente e teremos muitos candidatos “idealistas” na disputa de cargos. Aliás, nesta época, o que não falta é “idealismo”, podendo também ser chamado de oportunismo. Muitos entram na política com o objetivo de ficar ricos. De um modo ou de outro, quase todos conseguem.
Segundo pesquisa feita no estado do Rio de Janeiro, normalmente, cerca de 20% dos candidatos respondem a processos por crimes de homicídio, tráfico de drogas e assalto, sem contar com os chamados delitos de “menor” gravidade, tais como o estelionato e outros. Em São Paulo, este percentual cai para 7%. Não significa, entretanto que, em nosso estado, a situação seja melhor, haja vista o maior número de candidatos que concorrem às eleições. A realidade é que a quase totalidade dos candidatos processados criminalmente não costuma se preocupar com esse “pequeno detalhe”. O próprio eleitor parece que não dá grande importância ao fato deste ou daquele candidato “ter ficha suja” e estar em dívida com a Justiça.
Do modo como a nossa Justiça é vista pelo povo, com quase total descrédito, o fato de o candidato estar respondendo a processo e muitas vezes até já ter sido condenado em Primeira Instância, inclusive por improbidade, não respeitando a lei e usando ilegalmente o dinheiro público, não pesa quase nada na escolha. É comum nas cidades menores como as nossas que basta o candidato prestar algum favor à família do eleitor, prometer um emprego futuro, ou até pagar uma determinada importância no dia das eleições, para que o voto lhe seja dado.
Parece que tudo isto se resume numa questão de caráter. Por falar nisso, ao escolher seu candidato, o eleitor precisa analisar o seu caráter, antes de votar. As promessas devem ser analisadas por último. O que vale é o caráter do candidato, independentemente do partido a que pertença. A propósito, segundo o dicionário Aurélio, caráter “é o conjunto das qualidades (boas ou más) de um indivíduo e que lhes determinam a conduta e a concepção moral”. Muitos dos candidatos talvez nem saibam qual o significado de se ter caráter.
Ainda em pesquisa realizada sobre o que seria o político ideal, grande parte dos eleitores entende que devem ser analisados, em primeiro lugar, os atributos associados à honestidade e especialmente que o candidato “tenha palavra e seja sincero”. Esses atributos relacionam-se diretamente com o seu caráter. No que se refere à exigida sinceridade, o importante é que o candidato aja de modo transparente, não deixando sem resposta eventuais acusações que lhe são feitas, respondendo-as de pronto, dando satisfação aos seus prováveis eleitores. É difícil, mas o eleitor tem de selecionar.
Também aquele que “presta esclarecimentos” dizendo que nada tem a ver com os fatos, fazendo todos de bobo, demonstra não respeitar o povo. Na política nacional, exemplo atual é o senador Renan Calheiros que, na tentativa de justificar suposto apoio financeiro de um lobista, apresentou documentos, onde a venda dos seus bois superou os maiores investimentos do país. Haja lucro!
Toda pessoa que queira passar pelo crivo de uma eleição, torna-se alvo dos rigores do julgamento popular, onde o menor deslize muitas vezes vira uma tormenta de proporções gigantescas. Por este motivo, é que não deve omitir nada do povo, senão pagará um preço muito caro.

* Luiz Tadeu de Oliveira Prado